O presidente da Locaweb, Gilberto Mautner, trabalha para convencer os seus 220 mil clientes de que a navegação em nuvem - que significa salvar arquivos em espaços na internet - não é coisa de outro mundo. A empresa trabalha com uma nova versão desse modelo desde o fim do ano passado. "Com essa nova tecnologia, os lojistas podem criar lojas virtuais pela internet sem nenhum software", diz Mautner, 39 anos, que fundou a empresa em 1997. A navegação em nuvem possibilita que todos os arquivos fiquem na internet. Não há nenhum programa físico instalado no computador, o que, convenhamos, pode deixar muitos executivos desconfiados diante de tal tecnologia. "Esse ceticismo vai ser vencido ao longo do tempo", prevê Mautner. A seguir, confira os principais trechos da entrevista concedida ao Estado.
Qual a principal aposta da empresa daqui para frente?
Já trabalhamos com a navegação em nuvem 2.0. Acho que essa deve ser a próxima revolução depois da computação pessoal. Conseguimos ajudar os lojistas a criar lojas virtuais, completamente via internet, sem nenhum software. Eles podem fazer upload de imagens, cadastrar preços. É uma solução completa de loja virtual. E também já estabelecemos uma parceria com uma empresa de pagamento virtual.
Como isso pode beneficiar as empresas?
Várias limitações serão vencidas. Às vezes, quando se opera num ambiente pequeno existe uma série de empecilhos porque são necessários altos investimentos em infraestrutura. Com a computação em nuvem, não é preciso dedicar tantos recursos para a infraestrutura. Os recursos dos computadores também poderão ser mais bem aproveitados. Não será mais necessário, por exemplo, fazer uma atualização e expansão da memória. Tudo isso faz com que a navegação em nuvem se torne mais vantajosa.
E como está aceitação dos empresários em transferir boa parte da sua estrutura para a navegação em rede?
A aceitação vem sendo muito boa. Costumamos dizer que há uma desconfiança parecida com a que o comércio eletrônico enfrentou há mais ou menos dez anos. Hoje, ninguém mais questiona a eficácia das compras pela internet. Mas eu acredito que esse ceticismo vai ser vencido ao longo do tempo. Hoje, 4 mil clientes da Locaweb estão com servidores em nuvem.
Qual é a expectativa de crescimento para este ano?
Será um ano melhor do que 2010 (os resultados ainda não foram divulgados). A gente teve um momento bastante crítico na virada de 2008 para 2009, quando o nosso primeiro datacenter (que fica na Avenida Juscelino Kubitschek, em São Paulo) atingiu a capacidade máxima de 3 mil servidores. Foi um período bastante corrido para que a gente conseguisse encontrar um segundo datacenter. Não é fácil achar na cidade de São Paulo um novo espaço com estrutura e boa abrangência. Esse novo espaço tem capacidade para mais 20 mil servidores (e fica no Morumbi).
Como foi o processo de crescimento da Locaweb?
Foi um processo muito engraçado. Em 1997 tive a chance de trabalhar nos Estados Unidos, na consultoria Accenture. Naquela época, eu praticamente vivi o nascimento da internet. Quando voltei para o Brasil, conversei com um primo, que acabou virando o cofundador da empresa. Ele tinha uma confecção de roupas e decidimos criar o site para o ramo dele, misturando o conhecimento que eu tinha de internet com o dele. A gente não teve a adesão esperada. Mas, conversando, percebemos que tínhamos de fazer alguma coisa ou íamos fechar o negócio. Como já tínhamos a infraestrutura operante, percebemos que podíamos alugar a infraestrutura para que as empresas de qualquer ramo pudessem ter o seu site.
Partindo de um negócio tão pequeno, você esperava chegar até aqui?
Eu acho até hoje uma grande surpresa estar à frente de um negócio tão grande. É bem mais do que eu tinha imaginado. Mais até do que a própria empresa, eu me surpreendo por ter conseguido montar uma equipe extremamente talentosa, criativa e capaz. A minha formação é de engenheiro eletrônico. Em uma época, eu tinha vontade de trabalhar na área de comunicação, mas acabei mesmo indo para a área de tecnologia da informação.
Qual a principal aposta da empresa daqui para frente?
Já trabalhamos com a navegação em nuvem 2.0. Acho que essa deve ser a próxima revolução depois da computação pessoal. Conseguimos ajudar os lojistas a criar lojas virtuais, completamente via internet, sem nenhum software. Eles podem fazer upload de imagens, cadastrar preços. É uma solução completa de loja virtual. E também já estabelecemos uma parceria com uma empresa de pagamento virtual.
Como isso pode beneficiar as empresas?
Várias limitações serão vencidas. Às vezes, quando se opera num ambiente pequeno existe uma série de empecilhos porque são necessários altos investimentos em infraestrutura. Com a computação em nuvem, não é preciso dedicar tantos recursos para a infraestrutura. Os recursos dos computadores também poderão ser mais bem aproveitados. Não será mais necessário, por exemplo, fazer uma atualização e expansão da memória. Tudo isso faz com que a navegação em nuvem se torne mais vantajosa.
E como está aceitação dos empresários em transferir boa parte da sua estrutura para a navegação em rede?
A aceitação vem sendo muito boa. Costumamos dizer que há uma desconfiança parecida com a que o comércio eletrônico enfrentou há mais ou menos dez anos. Hoje, ninguém mais questiona a eficácia das compras pela internet. Mas eu acredito que esse ceticismo vai ser vencido ao longo do tempo. Hoje, 4 mil clientes da Locaweb estão com servidores em nuvem.
Qual é a expectativa de crescimento para este ano?
Será um ano melhor do que 2010 (os resultados ainda não foram divulgados). A gente teve um momento bastante crítico na virada de 2008 para 2009, quando o nosso primeiro datacenter (que fica na Avenida Juscelino Kubitschek, em São Paulo) atingiu a capacidade máxima de 3 mil servidores. Foi um período bastante corrido para que a gente conseguisse encontrar um segundo datacenter. Não é fácil achar na cidade de São Paulo um novo espaço com estrutura e boa abrangência. Esse novo espaço tem capacidade para mais 20 mil servidores (e fica no Morumbi).
Como foi o processo de crescimento da Locaweb?
Foi um processo muito engraçado. Em 1997 tive a chance de trabalhar nos Estados Unidos, na consultoria Accenture. Naquela época, eu praticamente vivi o nascimento da internet. Quando voltei para o Brasil, conversei com um primo, que acabou virando o cofundador da empresa. Ele tinha uma confecção de roupas e decidimos criar o site para o ramo dele, misturando o conhecimento que eu tinha de internet com o dele. A gente não teve a adesão esperada. Mas, conversando, percebemos que tínhamos de fazer alguma coisa ou íamos fechar o negócio. Como já tínhamos a infraestrutura operante, percebemos que podíamos alugar a infraestrutura para que as empresas de qualquer ramo pudessem ter o seu site.
Partindo de um negócio tão pequeno, você esperava chegar até aqui?
Eu acho até hoje uma grande surpresa estar à frente de um negócio tão grande. É bem mais do que eu tinha imaginado. Mais até do que a própria empresa, eu me surpreendo por ter conseguido montar uma equipe extremamente talentosa, criativa e capaz. A minha formação é de engenheiro eletrônico. Em uma época, eu tinha vontade de trabalhar na área de comunicação, mas acabei mesmo indo para a área de tecnologia da informação.
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